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Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Uma pergunta

Estes dias e por razões óbvias, não consigo deixar de pensar naquilo que vou estudando e lendo. Embora, tentando proteger-me e salva guardar uma certa saúde cerebral, porque de facto passam muitas páginas pelas mãos, na verdade sinto que sou afectado pelo que estudo. E interrogo-me sobre quem será Deus.

Não vale a pena fazer aqui um elenco das variadíssimas imagens de Deus que encontramos ao longo da história. Não teria paciência e vocês muito menos. Sinto no entanto, que da resposta que eu der, estará dependente a forma como me situo na vida e na minha relação com as pessoas. E, acredito que isso fará uma enorme diferença.

Numa das tais leituras, fiquei várias vezes sobre a visão que S. Paulo tinha da vida. Por ele que não tinha mais do que uma cordialidade forçada, agora sinto-me curioso por aquilo que deixou escrito. Mas, dizia ele que mais importante que um cumprimento de uma norma ou de um dever, é a graça que se experimenta de uma relação pessoal com Deus. Uma vez que a lei, quando cumprida de forma exímia, poderá ter o sério perigo de endurecer uma pessoa ao ponto de roubar-lhe uma visão limpa e agradecida sobre a vida e sobre os outros. Confesso que ainda não percebi o alcance destas afirmações.

Com tudo isto, que tem tanto de confuso como de leveza, pergunto-me sobre o modo como somos chamados a estar na vida. Por exemplo, que diferença fará entre ter um dia exemplarmente vivido ou ter um dia vivido aos trambolhões. Haverá por aí algum livro de ponto ou uma folha de serviço que vá transformando a minha fidelidade em créditos que reverterão em graus de santidade? Arrumar o quarto, vinte créditos e meio. Rezar sem distracções e em gratuidade, cinquenta créditos. Sorrir sempre, setenta e cinco créditos. Dar conselhos prudentes e discernidos, cento e vinte créditos. Tomar um copo na Latina em Madrid, um crédito e meio.
Como apreciamos e valorizamos o dia diante de Deus? Que importância damos aos momentos, ditos não sagrados? Com que critérios nos vemos?

Mas, gostava de ir mais fundo. Refiro-me concretamente ao modo como propomos a experiência de Deus nos dias de hoje. E de facto, a figura do sacerdote (e não só) desempenha um papel importante neste sentido na medida em que apresenta e propõe a figura de Deus. Sinto que pode existir o perigo de para justificar os momentos do dia, ditos não sagrados, se tenha que dizer “é apostólico”. Um padre numa esplanada a conversar com uma rapariga, terá às vezes de levar uma legenda “conversa espiritual” caso contrário poderá ser mal interpretado tanto pelos fora, como essencialmente para o próprio padre como se ele se sentisse na obrigação de justificar-se. E por aqui, poderíamos falar do modo como estamos, como se tudo tivesse que ter um retorno e um efeito apostólico. E isto pode roubar a gratuidade das relações. Nomeadamente no mundo das relações de um padre.

Curiosamente senti-me motivado pela Igreja quando precisamente senti da parte dela uma relação desinteressada. Ou seja, quando não senti que me queriam vender, subtilmente, um "produto".

E com tudo isto que escrevi de ideias bastante soltas e desordenadas penso no modo como nos situamos e propomos a relação com Deus. Embora tenha dito pouco, gostava de deixar uma interrogação e que podes responder através da caixa de comentários e se preferires de forma anónima, caso te sintas mais à vontade.


Que esperas de um padre?

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

O que tu queres sei eu! Sei mesmo?

O que tu queres sei eu. A frase tem um certo sabor a "chico esperto", alguém que se imagina a si mesmo como muito sabido da vida e impossível de enganar. Bazófias à parte, podemos rir um pouco e sem grande esforço reconhecer que às vezes andamos por aí de "chico espertos".

Atentos e precavidos escrutinamos com uma minúcia apurada as acções dos outros e se alguém se lembra de dizer que a Dona Florentina é a mais simpática lá do trabalho, atiramos com um instinto certeiro: "És mesmo ingénuo. Então não vês que a única coisa que ela quer é ser promovida." Pode ser que a coisa fique por ali, mas também pode ser que, a páginas tantas, a Dona Florentina seja a única que ainda não sabe que quer ser promovida.

Celebrámos ontem todos os santos. E eu lembrava-me como um dos traços de santidade que mais me atrai é a capacidade de confiar nos outros, a capacidade de acreditar na sua bondade. Não deixa de ser curioso que a um homem com a determinação de Pedro Arrupe se lhe tenha chamado ingénuo exactamente pela sua capacidade de confiar sempre nos outros e nas suas boas intenções. E esta sua confiança inspirou tantos e deu tantos frutos...

Compreender a acção humana nem sempre é fácil. Mas precisamos de ser cautelosos à hora de julgar as intenções que dinamizam essa acção. Ao olhar para um gesto de generosidade pode ser que nos soe a falso, podemos ficar a sensação que há ali algo de interesseiro. Mas também podemos ter a humildade de reconhecer que, às vezes, essa sensação está ligada à nossa insegurança, à nossa dificuldade de ser tão generosos ou simpáticos como o outro, está ligada à tendência que podemos ter de projectar nas acções dos outros a ambiguidade das nossas próprias intenções.

Basta pensar como nos sentimos desarmados e abandonados quando alguém coloca em causa a verdade da nossa intenção, para compreender como esta falta de cuidado ao julgar as intenções dos outros pode ser dura e destrutiva. É que a bondade de uma intenção não pode ser provada. Inscrita no mais intimo de cada um só pode ser reconhecida numa relação de confiança. Se não decido fiar-me do outro, ter fé, não serão horas a fio de discussão que serão capazes de converter o meu olhar.

Muitas vezes não sabemos mesmo o que o outro quer, qual o seu desejo mais profundo. Mas sabemos como Jesus confia em cada um de nós e nos convida a reconhecer no outro a imagem de Deus.

Quinta-feira, Outubro 29, 2009

Um grande senhor que fala de si, como poucos o fazem

Esta minha última semana, entre várias coisas, foi marcada por duas pessoas. Duas figuras, que se por um lado me acomodam e fazem abrir caminhos de intensa novidade; por outro, as suas palavras apresentam-se-me como tremendamente desconstrutivas.
Confesso que não sei muito bem o que dizer sobre estes senhores. Um, estive com ele pessoalmente, o outro através da internet. Um, é meu professor de História, o outro é escritor. Duas pessoas que têm uma experiência comum: tocaram o limite da vida humana e a experiência de quase morte alterou-lhes, sem pedir licença, a maneira de estar e ver a vida.
Por razões mais pessoais, prefiro pensar e escrever sobre ele, o escritor.
Lembro-me que num serão depois do jantar, o meu pai depois de tirar o som da televisão, sentou-se num sofá escuro e debaixo de uma luz alaranjada muito ténue perguntou-me se podia ler. Disse-lhe que sim, embora prefira ler a ouvir. Não sei que idade tinha, não me lembro, mas tenho ideia que ainda não tinha chegado à faculdade. Daquele livro, saiam expressões arrepiantes e imagens quase proibidas. Mas gostava de ouvi-las. Quando se ouvem palavras proibidas ditas com humor requintado, o organismo sente-se incontrolavelmente saudável com as gargalhas que não guardamos.
Memória de Elefante, era o título do primeiro livro daquele escritor, que me passara pelas mãos.

Esta semana cruzei-me com uma entrevista feita pela Judite Sousa ao António Lobo Antunes, uma entrevista soberba de um senhor que vive numa outra dimensão. Dimensão da arte, do olhar profundo e das palavras milimetricamente escolhidas para falar daquilo que não se consegue dizer. Embora não conseguisse publicar essa entrevista, optei por fazer um apanhado de uma outra feita pelo Mário Crespo há um ano atrás aquando da publicação de um dos seus muitos romances.
Por agora prefiro não comentar a entrevista e apenas disponibilizá-la.
No entanto, antes de passarmos a esta entrevista, deixem-me só, contar dois episódios, que justamente guardo deste senhor e que dizem alguma coisa.
1- Nenhuma editora queria publicar os primeiros livros de Lobo Antunes e um agente americano (de escritores latino americanos) contactou-o por carta. Os livros de facto não tinham saída. E insistentemente perguntavam-lhe, a ele, ao escritor, como estava a decorrer a escrita do livro. A que responde, uma merda. Ainda bem – respondeu o agente – se um escritor me dissesse que a escrita de um livro fosse boa, eu ficaria preocupado.
2- Já depois da operação, teve de fazer tratamentos no Hospital de Santa Maria. Segundo Lobo Antunes: “cruzei-me na sala de espera com um senhor de muita idade que vinha de ambulância do Alentejo para sessões de radioterapia. Um homem muito magro pela doença, um camponês. Mas, como vinha ao hospital e ao médico trazia o melhor fato, um fato que estava cheio de manchas. Não tinha gravata. E quando o chamavam, ele avançava como um príncipe. E naquele colarinho abotoado vi a gravata mais bonita da minha vida.”

Agora, sim, deixo-vos com a entrevista (com o Mário Crespo). Caso vejam, que seja até ao fim.

Segunda-feira, Outubro 26, 2009

Das coisas que passsam a correr e sossegam na escrita

Há uns dias conversava com um amigo um pouco mais velho. Dizia-lhe o quanto é fácil deixar-me provocar pela realidade: acontecimentos do mundo, a vida dos amigos, os posts que leio, as paisagens em que descanso. E no meio de tudo isto, nem sempre consigo gerir os estímulos e perceber as urgências. O meu amigo dizia-me que nisso sou "um filho do nosso tempo." Tem toda a razão... às vezes sou dos que me perco no meio das notícias, sou dos que me deixo embrenhar em polémicas mais ou menos estéreis. Tento que na resposta nem tudo saia em tropeços apressados, mas sei que nem sempre "fujo" a tempo para o deserto onde todo o ruído pode respirar, morrer e fazer-se música.
Nesse sentido, a escrita é muitas vezes o fim de um passeio, a melodia sossegada que me dá de beber.
E aqui estou eu, deixando correr no sangue as palavras. E eis que vão chegando.

Saramago é um milagre. Sim, é verdade, há os que querem mais uma partida de futebol, afinal uma polémica Igreja Católica versus Saramago são dias a fio de um Porto-Benfica. Mas, na resposta, chegam vozes diferentes e nem sempre com fé a dizer bem da Bíblia. E ficam perguntas como ondas que vão e voltam: que sabemos do tesouro que temos nas mãos e não nos pertence? Que cuidado temos com estas palavras que nos alimentam? E como as pronunciamos: queimam-nos ou morrem-nos nos lábios?

Aconselhar. Uma arte a que tantas vezes somos convidados. E é preciso aprendê-la. E custa tanto, às vezes, saber a palavra certa que nunca é um "se eu fosse a ti". Porque não, não somos o outro e é mesmo isso o que nos temos que repetir uma e outra vez. Não podemos viver pelo outro, nem impor-lhe o que achamos que é bom para a sua vida. Só podemos, despretensiosamente, chamá-lo para a liberdade onde possa escolher.

Outono: Uma tarde para não esquecer. O fogo acendido nas árvores. Um passeio por Cambridge. Foi assim que começou este texto.

foto de: José Eduardo Palma Marques

Inquérito: Como deve ser a publicação de textos no Toques de Deus?

Precisamos da ajuda dos leitores do Toques de Deus para tomar uma decisão sobre o funcionamento deste Blog.

A questão é simples: quando passámos a estar os dois aqui no Blog a certa altura o nosso companheiro João Delicado, sj partilhou connosco que sentia que às vezes publicávamos os textos um pouco "em cima uns dos outros" e que eles acabavam por ter pouco tempo para respirar.
Na altura, decidimos tentar o modelo de duas edições semanais ficando um responsável pela segunda-feira e outro pela quinta(sabendo que às vezes não é possível cumprir este ritmo).

Há uns dias surgia-nos uma pergunta: estará o Blog a perder em espontaneidade? Depois de conversar um pouco sobre a sensibilidade de cada um de nós quanto a isto (fizemos uma votação democrática entre os autores do blog e ficámos empatados), decidimos que o melhor seria perguntar aos leitores qual lhes parece ser a melhor opção.
O mais importante é que cada um e cada uma responda de acordo com aquilo que mais o ou a ajuda. Neste caso, mais importante do que saber o que pensam os autores do Blog é mesmo que cada pessoa, partindo da sua sensibilidade, se sinta com toda a liberdade de colaborar nesta decisão.

Para colaborarem há duas opções
1º - Responder ao inquérito que está no topo do lado direito.
2º - Se sentirem que é útil ou que as alternativas do questionário não são suficientes para exprimir a vossa opinião, deixarem essa opinião registada na caixa de comentários.

Sentimos uma responsabilidade e uma gratidão enorme pela consciência que temos de ser tão acompanhados nesta aventura do Toques de Deus. Estamos neste blog com um enorme gosto e também com um desejo de com simplicidade servir aqueles que por aqui querem passar. A vossa ajuda será para nós motivo de alegria.
Muito obrigado pela vossa colaboração!

Nuno Branco e Zé Maria Brito

p.s. (actualizado): o inquérito estará aberto até ao dia 9 de Novembro. Só depois disso tomaremos a decisão. obrigado.

Quinta-feira, Outubro 22, 2009

A grandeza da fragilidade

Naquela sala de estar de um terceiro andar, aguardávamos um serão invulgar. Foi no tempo em que estudava em Braga, já lá vão alguns anos, em que depois do jantar, as segundas-feiras tinham um carimbo de reserva nas nossas agendas.
Aquela, de um modo especial.

Não queria chamar-lhe convidado, porque ele não é formal, mas aquela pessoa com quem estivemos à conversa, conhecia-o de nome e do episódio que tinha transformado, definitivamente, a sua vida: ficara tetraplégico depois de um mergulho.
Por quem foi e por quem é, a minha curiosidade viu-se obrigada a dar lugar à aprendizagem.
Falo-vos do Bento Amaral.



Passados os anos depois do serão naquela sala de estar, esta reportagem reaviva-me agora, que a fragilidade não diminui nem envergonha a pessoa. Não envergonha, poderíamos pensar, porque seria vergonhoso envergonhar um diminuído. Por ele ficariam sentimentos nobres.
Não, de facto, aquele que vive a experiência do limite encontra-se em posição de explicar-nos o sentido profundo da vida, porque já encontrou e percebeu a outra lógica de tudo quanto somos.

Segunda-feira, Outubro 19, 2009

«Secularização» do coração

A palavra secularização às vezes parece assustar-nos. E, no entanto, ela tem inegáveis elementos positivos na chamada que nos faz a saber viver num mundo plural em que aprendemos a propor a Fé de um modo determinado e descomplexado mas cheio de humildade e abertura à diferença, numa atitude de profundo respeito pelo outro na sua dignidade e liberdade.

Os Bispos Franceses escreveram em 1996 uma carta notável aos Católicos de França. Essa carta tinha como um dos seus pressupostos a constatação de que fé deixara de ser uma herança sociológica para estar mais ligada a uma experiência de assentimento pessoal. Por isso mesmo, segundo os Bispos Franceses, seria necessário passar da herdado ao proposto, de uma transmissão da fé baseada em transmissão de conteúdos à proposta de uma experiência de fé.
Uma das vantagens dessa carta era o modo ajustado como sabia posicionar-se sobre um mundo plural sem deixar de sublinhar as dimensões essenciais da vivência da fé nomeadamente a comunitária.

Passados treze anos dessa carta, a sua proposta contínua válida mesmo que seja necessário ter em conta as diferenças entre o contexto francês de 1996 e aqueles a partir dos quais a podemos ler hoje. De facto, não é difícil ouvir quem diga não poder ser crente devido aos 'dogmas' cristalizados da religião, sendo mesmo comum encontrar que entenda a religião um conjunto de conteúdos. Ao mesmo tempo essas mesmas pessoas deixam transparecer nas suas palavras questões profundamente humanas sobre o sentido da vida, a experiência do nosso limite, a gratidão, a dor, o amor. Muitas destas questões são questões profundamente religiosas, nenhuma pergunta religiosa pode deixar de ser humana.

E hoje é bem preciso acordar estas perguntas no coração humano. Parte da cultura seca o coração, seculariza-o. De que modo? Desvaloriza a pergunta pelo sentido da vida, ilude os nossos limites e esquece a gratidão quando exalta a "lei do mais forte" que absolutiza direitos e méritos, esquecendo tudo o que é recebido e o dever do serviço. Uma cultura que, às vezes, esquece a dor ou faz dela espectáculo que é a melhor forma de a esconder. Uma cultura que, às vezes, desbarata o amor.

Propor a Fé passa por sintonizar com coração humano, por reconhecer o valor sagrado dos seus desejos e perguntas. Num mundo que experimenta a divisão, ser capaz de escutar com cuidado as perguntas daqueles com que nos cruzamos é uma atitude fundamental para que possamos com humildade propor uma experiência do Deus vivo, o único capaz de curar a nossa divisão interior e levar à plenitude os nossos desejos mais profundos.

Quinta-feira, Outubro 15, 2009

Proposta de oração

Para hoje, deixo uma proposta de oração. Não é muito tempo, são apenas cinco minutos. Para uns pode ser muito, para outros pode parecer pouco tempo. Não te preocupes. Para Deus, os teus cinco minutos podem ser mais valiosos que uma longa vigília de oração porque quem dá o que pode, entregou tudo.

Se quiseres tens aqui uma música à tua disposição. Que tenhas uma boa oração...

“Nada te perturbe,
Nada te espante,
Tudo passa,
Deus não muda,
A paciência tudo alcança;
Quem a Deus tem
Nada lhe falta:
Só Deus basta.

Eleva o pensamento,
Ao céu sobe,
Nada te perturbe.
A Jesus Cristo segue
Com peito grande
E, venha o que vier,
Nada te espante.
Vês a glória do mundo?
É glória vã;
Nada tem de estável,
Tudo passa.

Aspira às coisas celestes,
Que sempre duram;
Fiel e rico em promessas,
Deus não muda.
Ama-O como merece,
Bondade imensa;
Mas não há amor fino
Sem a paciência.
Confiança e fé viva
Mantenha a alma,
Que quem crê e espera
Tudo alcança.

Do inferno acossado
Muito embora se veja,
Burlará os seus furores
Quem a Deus tem.
Advenham-lhe desamparos,
Cruzes, desgraças;
Sendo Deus o seu tesouro,
Nada lhe falta.
Ide, pois, bens do mundo,
Ide, ditas vãs;
Ainda que tudo se perca,
Só Deus basta.”

(Santa Teresa d'Ávila)

Como prefere que seja feita a publicação de textos no Toques de Deus?

NB e ZM sugerem: leituras, citaçoes, novidades

Percurso Moleskine "Talk to me"


[49 pessoas, 4 países]
- 16 Junho: Saída de Madrid.
- 23 Junho: Chegada a Covilhã.
- 20 Julho: Chegada a Charneca da Caparica.
- 29 Setembro: Chegada à Maia.
- 13 Outubro: Chegada a Lisboa.
- 27 Outubro: Chegada ao Porto.
Mais informações aqui.

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-2ª f: Ze Maria & 5ª f: Nuno Branco

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Proposta 9 Uma sugestão musical para ouvir-mos neste blog


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