Férias, pudor e beleza

As férias podem ser um tempo de pudor, um tempo em que ganhamos distância de todas as urgências que matam o desejo.

As férias podem ser um tempo de pudor. O pudor que falta aos cangalheiros ruidosos que se aproximam da morte sem saberem nada da delicadeza do silêncio. Que falta aos que metralham palavras que não sabem. O pudor que nos falta, quando nos enrolamos em ruídos e abraços possessivos.

As férias podem ser um tempo de respiro e beleza. Em que os nossos braços se abrem sem razão para receber o que o ninguém nos deve. Em que os olhos se abrem à transparência da luz e os nossos pulmões se enchem do vento que sopra.

As férias podem ser férias quando, como loucos, não corrermos sem vagar, sem tempo para sermos encontrados.


Até Setembro!

1 comments:

Anderson disse...

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andersonribeiro18.blogspot.com
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Deus lhe abençoe!